A Cura pela Homepatia

Na Homeopatia não existem doenças mas apenas doentes, sendo a doença o resultado de uma disritmia ou perturbação da força vital, princípio imaterial que permeia os seres vivos e responsável pela homeostase do organismo humano.
A Cura pela Homepatia

A Organização Mundial de Saúde (OMS) define saúde pelo “estado de completo bem-estar físico, psíquico e social e não meramente a ausência de doença ou enfermidade.” (1)

Embora seja uma definição ousada e, em parte, completa, representa um ideal ainda não alcançado até ao momento. Isto porque, diante dos inúmeros desafios da vida, são raros os que conseguem manter ou alcançar o equilíbrio integral em todas as áreas e, naturalmente, o bem-estar como propõe a OMS.

Por outro lado, verifica-se, também, que dentro da comunidade médica, é unânime a ideia de que a cura é o resultado ideal de um qualquer tratamento, significando isto que nenhum outro tratamento será necessário. Na ausência deste ideal, os tratamentos deveriam melhorar o estado de saúde da população. Porém, a realidade é diferente e as estatísticas mostram que a percentagem da população diagnosticada com doenças degenerativas, especialmente na idade jovem, tem aumentado drasticamente o que, naturalmente, deveria ser um motivo de alerta para todos. (2)

O que está, então, a falhar na medicina convencional?

A Cura pela Homepatia

Os tratamentos inadequados

A medicina convencional, influenciada pela visão materialista da vida e do ser humano, considera a doença como o resultado de uma alteração estrutural ou funcional de parte de ou de todo um organismo, à qual lhe está associado um conjunto de sinais e sintomas. Na sua maioria, os seus tratamentos são, por um lado, fragmentados e realizados por especilidade e, por outro lado, visam apenas a eliminação da doença e dos sinais e sintomas desconfortáveis para o paciente. Deste modo, o ser humano que, de acordo com a OMS, deveria ser encarado como um ser biopsicossocial é, assim, reduzido a uma patologia, perdendo-se a noção de integralidade.

Por outro lado, por desconsiderar a complexidade do ser humano, por desvalorizar a existência da força vital e por se dirigir unicamente à eliminação de sinais e sintomas, os seus tratamentos têm, assim, ficado aquém do ideal desejado e a cura longe de ser alcançada. De acordo com alguns autores, estes tratamentos inadequados promovem, frequentemente, a supressão dos sinais e sintomas da doença, sem a curar verdadeiramente, sendo os responsáveis pelo surgimento de várias doenças crónicas degenerativas. (2) (5)

A força vital e a cura pela homeopatia

Na Homeopatia não existem doenças mas apenas doentes, sendo a doença o resultado de uma disritmia ou perturbação da força vital, princípio imaterial que permeia os seres vivos e responsável pela homeostase do organismo humano. Quer isto dizer que, antes do corpo material ser afetado e adoecer, já ocorreu uma alteração no corpo energético.

Uma vez que a Homeopatia atua diretamente sobre a força vital, provocando uma reação da mesma no sentido de restaurar o equilíbrio perdido, importa entender o que é a força vital a fim de compreender  a doença e os caminhos para a cura.

A Cura pela Homepatia

No aforismo 9 do livro “Organon, A Arte de Curar”, o autor refere o seguinte:

“No estado de saúde do homem, a força vital espiritual (autocrática), a dinâmica que anima o corpo material (organismo), governa com poder ilimitado e mantém todas as partes do organismo num admirável e harmonioso funcionamento vital, tanto nas sensações como nas funções, de modo a que o espírito dotado de razão que vive em nós, possa empregar livremente este instrumento vivo e saudável, nos mais elevados propósitos da existência.”(4)

De acordo com o autor, a força vital é uma força automática, desprovida de razão e incapaz de reflexão, que mantém todas as funções e sensações do organismo em perfeitas condições, quando a pessoa se encontra num estado de saúde. Por outro lado, é, também, uma força conservadora que procura, a todo o instante, afastar o perigo dos órgãos vitais indispensáveis à vida, seja ele de origem medicamentosa ou não.

Daqui se deduz que o corpo físico, sem a força vital automática e conservadora, deixa de ser uma unidade viva, acabando por morrer e retornando às leis materiais da decomposição, e que existe uma distinção clara entre esta unidade corpo físico – força vital e o espírito racional, que a controla e dirige. (3)

Em síntese, e sem entrar em considerações profundas sobre a constituição multidimensional do ser humano que implicaria um estudo minucioso das diferentes correntes filosóficas e espiritualistas, fica claro que a Homeopatia vê o ser humano como um ser integral e complexo, constituído genericamente por um corpo físico, um corpo energético (no qual se inclui a força vital) e um espírito, a entidade racional e inteligente, com completo domínio sobre os outros corpos.

Para a Homeopatia, todas as doenças têm, assim, sua origem em perturbações na força vital, às quais se segue o aparecimento de um conjunto de sinais e sintomas. Se os sinais e os sintomas são o efeito e não a causa da doença há, então, que tratar primeiramente a causa para se alcançar uma cura. Caso contrário, estaremos apenas a “esconder” sintomas na esperança de ouvir, mais adiante, “o seu caso está curado”.

Portanto, o tratamento ideal terá necessariamente de consistir, em todos os casos, no restabelecimento do equilíbrio da força vital perturbada, a que se segue, de forma natural e automática, o reequilíbrio psíquico e físico do paciente, com o desaparecimento dos sinais e sintomas da doença.

Somente atuando desta forma e com um tratamento homeopático correto, poderemos alcançar a tão desejada cura do paciente e promover o bem-estar, conforme nos propõe a OMS.

Referências

(1) Organização Mundial de Saúde, “Constituição da Organização Mundial de Saúde”, 1948

(2) Spiros K., Mahess S., Vithoulkas G., “Avaliação da Saúde Humana – Correlação das doenças autoimunes com as infecções agudas antigas, do histórico médico do paciente, quimicamente suprimidas”. Journal of Autoimmune Diseases and Rheumatology, 2017, 5, 31-38

(3) Teixeira M., “Conceção Vitalista de S. Hahnemann”, Robe Editorial, 1997

(4) Hahnemann S., “Organon, A Arte de Curar”, 6ª edição, 2000

(5) Vithoulkas G., Carlino S., “The “Continuum” of a Unified Theory of Diseases”. Medical Science Monitor, 2010

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